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TURISMO

 

Remanso possui muitos atrativos turísticos naturais, a maioria deles ligados ao Rio São Franscisco. Na borda do lago têm-se a Praia de Amaralina ou Prainha, o caís, os passeios pelo rio São Francisco, as ruínas da “Velha Cidade”, entre outros. A gastronomia regional (galinha caipira, pescados e carne de bode), o micareta, conhecido atualmente como “Remafest”, a festa de Nossa Senhora do Rosário são outros atrativos importantes do município.

Praia de Amaralina

Mais conhecida como “Prainha” é o principal ponto turístico do município. Trata-se de uma praia fluvial, localizada a 800 metros do centro da cidade. O acesso é facilitado por uma via em mão dupla — Avenida Manoel Amâncio Coelho. Na área existe um complexo com 13 barracas, que servem bebidas e petiscos típicos; um restaurante — “Velho Chico” — especializado na gastronomia regional, com ênfase nos pescados; além de banheiros, chuveiros e área de estacionamento. Existe também no local uma pista de motocrós. Quando o Lago de Sobradinho está acima da cota, as suas águas aproximam-se mais das barracas e torna-se um atrativo à parte.

A calçada que ladeia a via de acesso funciona como uma pista de Cooper. No local existem alguns campos de futebol, onde no início da manhã ou fim da tarde é utilizado para os “babas”. Nos fins de semana, nas festas de virada de ano, em campeonato de motocrós e no micareta — carnaval fora de época — as areias do balneário são tomadas pelos moradores locais e turistas. Os eventos noturnos acontecem graças à iluminação.

Apesar de tudo isso, há problemas, como: falta de sinalização, dificuldade de acesso ao local por parte de pessoas portadoras de necessidades especiais, mão-de-obra não capacitada para atender aos clientes das barracas e restaurantes, estacionamento e banheiros precários, poluição visual (outdoors), falta de área de lazer para as crianças, entre outros.

Cais

É o porto fluvial da cidade, construído pela CHESF no período em que foram executadas as obras de construção civil da cidade. Essa obra consiste numa banca que avança em direção ao Lago de Sobradinho. A pista até os dias de hoje não é pavimentado e pedras de grandes dimensões ladeiam a banca funcionando como uma barreira de proteção.

Do lado direito da banca, para quem olha no sentido da ponta do cais, as águas são mais estagnadas. Nesse lado funciona o porto. Três rampas servem de atracação para as embarcações. A maior delas situa-se na no final da banca. Também é o local preferido pelos banhistas para um mergulho nas águas do rio. O pôr-do-sol no final da tarde atrai nativos e visitantes para esse local. No lado oposto, as água são agitadas e seu uso destina-se mais à pescaria.

Na ponta do caís foram implantados restaurantes que serviam pratos da gastronomia local. Hoje esses pontos comerciais são os maiores atrativos turisticos da cidade, um deles é o espaço 10. Com o passar do tempo, o cais tornou um dos pontos mais degradados da cidade. A pista cheia de buracos, a falta de sinalização, a iluminação deficitária, a erosão que vem desgastando a pista (banca), a falta de segurança e a marginalização do local vem afastando os usuários desse equipamento de lazer. O porto ainda funciona, ainda que de forma problemática e é itinerante, mudando de lugar conforme o nível das águas do Lago de Sobradinho.

Lago de Sobradinho

Um dos maiores lagos artificiais do mundo reserva gratas surpresas aos turistas e moradores locais. O rio é explorado turisticamente através de passeios de barcas que levam às pequenas ilhotas que se formam nos períodos de baixa do lago e aos bancos de dunas que surgem nas margens do rio. A pesca esportiva é outro tipo de lazer praticado nas águas do Lago de Sobradinho.

Através de embarcações chega-se às ruínas — os reservatórios de água - a uns 5km da Prainha. As duas caixas d’água ainda resistem incólumes entre as outras construções da “cidade velha”. Essas edificações foram depredadas em dois momentos: antes da inundação do Lago de Sobradinho, na época da transferência para a “cidade nova”, ou depois, a partir do final dos anos de 1980 quando as águas da barragem baixaram a níveis críticos a pontos de fazer reaparecer as ruínas das cidades submergidas.

Desde então, esse fenômeno repetiu-se outras vezes. Por conta disso o que restou das edificações antigas, como os baluartes do caís, os bancos da praça, as ruínas da igreja católica e outras construções foram destruídas. Alguns elementos construtivos (baluartes, bancos, etc.) ou materiais das construções (tijolos, telhas, etc.) foram saqueados. Nunca houve iniciativas públicas ou da sociedade civil para proteger esse patrimônio.

A Prefeitura, na gestão atual, vem tentando desenvolver um calendário de eventos que visa atrair um maior número de visitantes para a cidade. O evento que mais se destaca é o micareta, oficialmente “Remafest”, espécie de carnaval com blocos e trios elétricos, consolidado regionalmente, realizando entre os meses de abril e maio há mais de 20 anos. As corridas de motocrós na pista da Prainha, que acontece no mês de novembro, os festejos juninos, a corrida de jegue, a exposição agropecuária, as vaquejadas, essas últimas sem data fixa, também fazem parte do calendário de eventos da administração municipal.

Não se pode esquecer dos eventos religiosos como os festejos da padroeira local — Nossa Senhora do Rosário, que ocorre conforme a tradição entre os dias 21 a 30 de outubro. O novenário é feito no adro em frente à igreja matriz, na Praça Manoel Firmo Ribeiro. Missas e procissão pelas vias das cidades completam as celebrações em homenagem à padroeira local. Festas em clubes, nos últimos três dias dos festejos, incrementam esse evento.

O restaurante “Chiquinho da Piranha” e o “Velho Chico” servem os pratos da região: caldo de piranha, buchada, sarapatel, carne de sol. Há ainda outros pontos gastronômicos onde se pode comer o bode assado na brasa e a galinha caipira (no Marcos, a 7km da sede).

O turismo ecológico ainda não é desenvolvido na cidade, mas seu potencial é muito grande, juntamente com o turismo rural, que já está sendo implantado em algumas áreas, haja vista os casarões colônias no interior do município e os passeios nas serras.

Apesar desse potencial turístico, o município não consegue manter os turistas por muito tempo na cidade. A explicação para isso está na falta de infra-estrutura, na insuficiência de bons estabelecimentos de hospedagem e gastronomia, na ausência de um posto de informações turísticas, de museus, de memoriais da cultura local, na degradação dos pontos turísticos, em outras

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